Importância de bons hábitos saudáveis em todas as fases da vida.
A prática de atividade física, a alimentação adequada e a boa qualidade do sono são hábitos saudáveis que interferem diretamente na saúde e no bem-estar durante toda a vida. Dentre eles, destacam-se os bons hábitos alimentares construídos desde a gestação, e que durante a infância ficam mais consistentes com a introdução dos alimentos. Esses são levados como base para as próximas fases da vida, sendo que na fase adulta temos a manutenção para que a terceira idade seja saudável, prazerosa e tranquila.
A base de uma alimentação saudável deve levar em consideração o seguinte:
- QUANTIDADE - Fracionamento
- QUALIDADE - Variedade
- PROPORÇÃO - Balanceamento
- ADEQUAÇÃO - Necessidade
Gestação e a construção dos hábitos alimentares
A gestação é um momento intenso de trocas emocionais e fisiológicas entre mãe e filho. Além da dependência metabólica direta, mediada pela placenta, o bebê "saboreia" o que sua mãe come, familiarizando-se com o gosto dos alimentos ingeridos. Dessa forma, os hábitos alimentares das crianças já começam a ser formados passivamente durante toda a gestação.

A má nutrição do feto durante a gestação, além de causar prejuízos ao desenvolvimento infantil, pode levar à predisposição a doenças crônicas não transmissíveis com consequências na vida adulta.
Estudos apontam a relação entre o ganho de peso gestacional insuficiente e o risco aumentado de prematuridade e baixo peso ao nascer, bem como o peso pré-gestacional, ganho de peso gestacional e presença de obesidade na primeira infância.
Infância e a construção dos hábitos alimentares
É principalmente na infância que os hábitos alimentares são construídos e merecem atenção especial no primeiro ano de vida.
Diversos fatores influenciam diretamente a construção desses hábitos, são eles:
Fatores ambientais
- Alimentação e comportamento dos pais
- Influência da televisão
- Condições socieconômicas
Fatores fisiológicos
- Aleitamento materno
- Experiências intrauterinas
- Regulação da ingestão de alimentos
Estudo realizado com 1.640 crinaças mostrou que a qualidade da dieta da mãe influencia cerca de 30% para que o filho busque uma dieta variada na infância.
Recomendação alimentar para crianças menores de dois anos.
- 0 a 6 meses - Leite materno: A cada mês que a criança recebe aleitamento materno pode diminuir em 4% o risco de desenvolver excesso de peso. Quanto mais a criança mamar no peito, mais protegida estará. Estudo mostrou que as crianças menores de um ano não amamentadas tiveram um risco 14 vezes maior de morrer de diarreia e quase 4 vezes maior por doenças respiratórias, quando comparadas com crianças da mesma idade alimentadas exclusivamente no seio.
- 6 a 12 meses - Leite materno, papa de fruta e papa salgada: A transição do aleitamento materno para a alimentação da família é o momento em que a criança conhece novos alimentos. Muitas vezes ela pode rejeitar aquilo que é oferecido nas primeiras exposições, o que é natural e recebe o nome de neofobia. Por esse motivo, o alimento deve ser oferecido em diversos momentos em média 8 a 10 exposições.
- a partir de 12 meses - Leite materno, mingau, leite batido com fruta, fruta, refeição salgada da família: Estudo indica que as crianças expostas à dieta variada ingerem aproximadamente 10% mais energia do que as crianças com dietas monótonas.
A fase escolar é um período de intensa atividade física e mental, com ritmo de crescimento constante e ganha mais acentuação de peso. Portanto é fundamental que a qualidade e a quantidade dos alimentos sejam adequadas às necessidades diárias e que hábitos saudáveis sejam estimulados.
5 porções por dia é a recomendação de frutas, legumes e verduras para a alimentação das crianças na fase escolar.
Procure manter essa dieta saudável, e o resultado será excelente!
Se você busca uma complementação vitamínica consulte seu médico ou nutricionista.
Até a próxima pessoal!
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